Cuidados Pós Tatuagem, por Zen!

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sábado, 1 de março de 2008

Tatuar com Fé - Parte 1 - Islamismo

Tatuar com fé é uma série de textos onde diversos líderes religiosos, das mais variadas crenças, abordam o ato de se aplicar tinta sob a pele. Um bom trabalho de pesquisa dos autores citados. Tenho certeza que esses textos irão tirar algumas dúvidas ou, ao menos, matar curiosidades. Vale a pena dar uma lida neles. Ah! Lembrando que os nove textos trazem nove pensadores, por isso, você que admira, tem ou pensa em ter a sua tattoo, deixe a preguiça de lado e pratique um pouco o ato da leitura...Abraços...Zen.
TATUAR com FÉ
Texto: Adriana Bernardino
Fotos: Tatiana Ribeiro
Matéria publicada na revista Tatuagem Arte e Comportamento,
Ano II, nº 22, página 26

Para muitos, deparar-se com um corpo tatuado é como estar diante de um discípulo do “coisa ruim” ou, dependendo dos tamanhos das tattoos, do próprio nefasto materializado. Ora, será que tanta cisma se justifica? Estaremos nós, tatuados, infringindo alguma lei sagrada e, portanto, sujeitos ao castigo divino? Para responder a esta pergunta, entrevistamos nove representantes de diferentes religiões que, gentilmente, nos esclareceram estas e outras questões. Confira se você pode botar a cabeça no travesseiro e dormir tranqüilo ou se deve começar a rezar desde já!


ISLAMISMO
Sheik Jihad Hammadeh
vice-presidente da Wany, Assembléia Mundial da Juventude Islâmica


"A Tatuagem desconfigura a criação divina"

"A tatuagem permanente na religião Islâmica é proibida porque ela desconfigura a criação de Deus. Nada que seja permanente, que tente modificar a criação de Deus, é permitido. Esse é o elemento básico da proibição: não desconfigurar a pessoa humana.

Uma pessoa que faz tatuagens antes de se converter à religião muçulmana não tem como tirar essas tatuagens. Então aceita-se a pessoa, a conversão dela, mas se entende que foi pré-islâmico. Entende-se que, antes da conversão, ela não sabia que a religião que passaria a seguir tinha essa proibição. Mas, depois de se converter, ela sabe que não poderá fazer novamente. Ela é passível de punição divina, porque está cometendo um pecado.

Agora, a pessoa que é muçulmana e comete esse erro, aí vai ser entre ela e Deus. Não cabe a nós, muçulmanos, discriminar. O que fazemos é ir contra a conduta, aconselha-la. Se mesmo assim ela fizer, como já disse, é entre ela e o Criador. Nós não julgamos.

É importante que as pessoas preservem seu corpo,a sua mente e o seu espírito para que nada o atinja, nada o prejudique. E uma dessas questões é a tatuagem, a bebida alcoólica, o homossexualismo... É preciso preservar o ser humano de tudo que vai contra a sua natureza, de tudo que o prejudique, nada mais do que isso”.

Confira também a opinião de líderes de outras religiões:
Budismo: http://oblogdozen.blogspot.com.br/2008/03/tatuar-com-f-parte-2-budismo.html
Espiritismo: http://oblogdozen.blogspot.com.br/2007/10/tatuar-com-f-parte-3-espiritismo.html
Hare Krishna: http://oblogdozen.blogspot.com.br/2007/10/tatuar-com-f-parte-4-hare-krishna.html
Lakota: http://oblogdozen.blogspot.com.br/2007/07/tatuar-com-f-parte-5-lakota.html
Judaísmo: http://oblogdozen.blogspot.com.br/2007/05/blog-post.html
Catolicismo: http://oblogdozen.blogspot.com.br/2007/02/tatuar-com-f-parte-7.html
Evangélico: http://oblogdozen.blogspot.com.br/2007/02/tatuar-com-f-parte-8.html
Candomblé: http://oblogdozen.blogspot.com.br/2007/02/tatuar-com-f-parte-9.html

Todos: http://oblogdozen.blogspot.com.br/search/label/Tatuar%20com%20F%C3%A9

Tatuar com Fé - Parte 2 - Budismo

Tatuar com fé é uma série de textos onde diversos líderes religiosos, das mais variadas crenças, abordam o ato de se aplicar tinta sob a pele. Um bom trabalho de pesquisa dos autores citados. Tenho certeza que esses textos irão tirar algumas dúvidas ou, ao menos, matar curiosidades. Vale a pena dar uma lida neles. Ah! Lembrando que os nove textos trazem nove pensadores, por isso, você que admira, tem ou pensa em ter a sua tattoo, deixe a preguiça de lado e pratique um pouco o ato da leitura...
Abraços...
Zen.



TATUAR com FÉ
Texto: Adriana Bernardino
Fotos: Tatiana Ribeiro
Matéria publicada na revista Tatuagem Arte e Comportamento,
Ano II, nº 22, página 26

BUDISMO
Monja Cohen Murayama
Templo Zen Dojo.

"Costumamos dizer que a vida nos tatua"

"Nunca li nenhum preceito de se Buda era a favor ou contra a tatuagem. O que se recomendava aos monges era que não tivesse apego, que não usassem roupas muito especiais, que se tornassem uma pessoa simples. Mas isso era para os votos monásticos. Quanto à questão da pele – se fura ou não, se corta ou não – não tem, religiosamente, muito significado para nós.

Costumamos dizer no Budismo que a vida nos tatua. A vida, ela mesma, vai deixando marcas nas pessoas. Aqueles que têm a capacidade de ver, vê o outro ser e as tatuagens de sua vida e de suas vidas. Cada um de nós, conforme vai vivendo, vai criando hábitos, expressões no nosso corpo, e eles vão nos marcando, vão nos tatuando.

Por que uma pessoa tatua determinado desenho? Cada um de nós está expressando alguma coisa que é profunda, mais do que a idéia de um desenho bonito. Às vezes, a gente nem percebe o que é esse motivo maior. Que relacionamento eu tenho, por exemplo, com tatuagens de desenhos indígenas? Por que isso me atrai? Por que não tatuei um prédio ou um disco voador...? É uma questão de a gente procurar em nós mesmos, de se perguntar: de que forma isso se relaciona comigo? Acho bom q eu possamos expressar, através do nosso próprio corpo, aquilo que tem significado pra nós.

É evidente que estou dizendo o meu pensamento, porque há pessoas que têm discriminação dentro do Budismo. Havia, há uns vinte anos, um monge em Los Angeles que queria ser ordenado. Ele tinha tatuagens grandes. Meu professor, claro, deu ordenação a ele, não estava preocupado se tinha tatuagem ou não, ser monge é algo que vai além da pele. Então meu professor levou o discípulo para o abade e disse, “acabei de ordená-lo, tenho que levar seus documentos para o Japão”. “Mas ele tem tatuagem!”, respondeu o abade. “E o que é que tem?”, questionou meu professor. Mesmo assim, o abade segurou os documentos dele por vários meses. Naquela época, no Japão, tatuagem era muito ligada a Yakusa. Ficou a imagem de que só eles usavam tatuagem.

Os desenhos que nós fazemos em nossos corpos vão influenciar na nossa vida. Gostaria que as pessoas que farão uma tatuagem pensassem um pouco. Que relacionamentos estão criando com esses desenhos? Porque eles vão mexer com nossas cabeças. Então, vamos criar bons relacionamentos".


Confira também a opinião de líderes de outras religiões:


terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Biologia da Tatuagem

Biologia da Tatuagem, por Rene A. Murad,
farmacêutico, químico, professor e tatuador profissionalMatéria publicada na revista: Almanaque Brasileiro de Tatuagem,
volume 22
Editora Escala, página 6.

Biologia da Tatuagem


Embora muitas pessoas saibam que tatuar é um processo ligeiramente doloroso de pigmentação de pele, ou seja, quando uma substância que não é própria de nosso corpo é injetada sob nossa pele e ali fica pelo resto da vida, ficam algumas perguntas sobre como uma tatuagem pode durar tanto tempo assim... por que a pele descasca... por que temos os cuidados com determinados alimentos, por que o sol estraga a tatuagem.

Para entendermos tudo isso, devemos voltar um pouco e relembrar nossas aulas de biologia no colégio. Nossa pele, além de ser o maior órgão do corpo, é formada por várias camadas. No entanto, optando por uma forma didática, ou seja, fácil de explicar, vamos dividi-la em três partes. A primeira e superficial chamaremos de camada córnea, onde só existem células mortas e queratinizadas cuja função é evitar a desidratação e enrijecer um pouco mais a pele. 

Uma boa observação desta camada é quando nos coçamos e sai uma casquinha fininha branca, muito comum quando a pele está seca. A segunda é chamada de camada epitelial, formada por células vivas e em crescimento. Nesta camada se encontram também os melanocitos, que são as células produtoras de melanina cuja função é escurecer apele para proteger da radiação solar. A terceira é chamada de camada conjuntiva, é a mais espessa de todas. Nela encontramos vasos sanguíneos, células de gordura, terminações nervosas que servem para sentir dor, pressão calor ou frio. Existem também nesta camada de fibrócitos, células que produzem colágeno (o colágeno confere firmeza à pele, mas pode causar quelóide, se seu crescimento for exagerado, ou rugas, se estiver em falta).




Quando estamos tatuando, a agulha, estando bem calibrada e na afiação correta, irá atravessar todas estas camadas, mas ao chegar à camada conjuntiva, as fibras de colágeno irão frear sua penetração. Neste momento, ao retornar para fora da pele, a tinta que estava no vão das agulhas é retida mecanicamente dentro da pele. Esta tinta se espalha desde o conjuntivo até acamada córnea quando então acontece o mais impressionante processo biológico para segurar a tinta dentro da pele: a fagocitose. Antes porém, devemos recordar um outro detalho: a pele nunca foi estática, ela se modifica a cada dia. À medida que as células da cama epitelial vão surgindo na base deste tecido (na divisa com o tecido conjuntivo), ela empurra as outras células que estão acima. 

Desta forma, uma célula que surgir hoje na base de nossa camada epitelial vai demorar uns 20 dias para chegar até a camada córnea, mas a camada conjuntiva continua imóvel, produzindo colágeno. Quando acontece uma lesão muito grande, por exemplo, uma agulha que está com defeito, ou um tatuador descuidado que ficou tatuando muito o mesmo lugar, abre-se um ferimento, e como a camada epitelial demora muito para se regenerar, o tecido conjuntivo ativa os fibrócitos e a produção de colágeno se intensifica. Esse colágeno acaba ultrapassando a camada epitelial, fazendo uma elevação no topo da pele. Essa elevação é chamada de quelóide.

Mas quando a tatuagem é bem feita, aquela tinta que se espalhou por todas as camadas da pele, começa a ser fixada no conjuntivo e retirada do epitelial. No limite entre a camada conjuntiva e a epitelial, por conta do pigmento da tinta, do ferimento, dos vasos sanguíneos que se dilataram (aquela vermelhidão que acontece logo que acaba a tatuagem), células de defesa começam ir para o local. Estas são chamadas de neutrófilos e macrófagos.



Assim que encontram o pigmento da tinta, ou neutrófilos e macrófagos começam a absorvê-los através da fagocitose.A fagocitose é o processo pelo qual uma célula consegue “devorar” algum corpo estranho. Após fagocitar o pigmento da tinta, essas células de defesa ficam paradas no local, e se por acaso morrerem, outras chegam e tomam o seu lugar. Dependendo do organismo da pessoa tatuada, esse processo pode ser mais demorado, e a tinta pode se espalhar. 


Com o tempo a tatuagem parece perder a definição. E por acaso morre a célula de defesa cheia de pigmento, este se espalha pelo tecido, mas se demorar para que outra venha lhe substituir, o pigmento pode se espalhar mais ainda, deixando a tatuagem borrada com o passar dos anos. Por isso aconselhamos retoques após terceiro ano de tatuagem, mas isso varia muito de pessoa para pessoa.
A tinta que ficou retida na camada epitelial e córnea é removida da pele rapidamente. A primeira que sai é a da cama córnea, já que está mais superficial, e esta tinta removida pode ser observada na primeira troca do curativo, quando muitas pessoas se espantam ao retirar o plástico da tatuagem e vêem o desenho parecendo que está derretendo: mas é só lavar que sua tatuagem ainda continua bonita no mesmo lugar. 

Já a tinta da camada epitelial irá demorar em torno de 20 dias para ser removida, pois à medida que as células dessa camada crescem, vão saindo, feito casquinhas, impregnadas de tinta. Deve se tomar muito cuidado nessa etapa, pois, se remover as cascas, que podem estar enraizadas no tecido conjuntivo e por algumas fibras colágenas que cresceram por causa da lesão, fará um novo ferimento que poderá inflamar, ou até infeccionar, e certamente causará dano à tatuagem. Por isso é muito importante fazer corretamente o curativo nos cinco primeiros dias e depois passar a pomada a base de vitaminas e óleos durante os outros 15 dias de cicatrização.


Mas ainda existe um outro cuidado muito importante que pode causar um severo dano à tatuagem: o escurecimento solar.

O escurecimento solar acontece nos primeiros 40 dias da tatuagem. Durante o processo de tatuar, o sangue também participou, e mesmo que você não tenha percebido sangramento, ele ocorreu, deixando células sanguíneas mortas que ao se decomporem liberaram ferro (lembramos que o ferro é um elemento essencial da hemoglobina que está dentro dos glóbulos vermelhos do sangue e que é responsável pela captura do oxigênio). E esse ferro, quando espalhado na pele, faz parte de um processo que ativa a melanina (melanina é um pigmento escuro produzido pelo melanócito que está na camada epitelial e que protege apele da radiação solar). Portanto, se a pele tatuada for exposta ao sol, o ferro disponibiliza uma maior produção de melanina pelo melanócito, e começa então o escurecimento da área tatuada. Esse escurecimento pode ser transitório, sumindo em algumas semanas, ou durar anos e anos. Por conta disso, se precisar se expor ao sol antes de 40 dias, cubra a tatuagem ou com roupa ou com bloqueador solar, mas pode ser usada também pomada de assadura, a base de óxido de zinco (hipoglós) que fará uma cobertura na tatuagem até mesmo embaixo da água.

Mas além desses cuidados, muitos tatuadores alertam sobre o uso do filme plástico nos primeiros dias e o perigo de comer alguns alimentos, que após ingestão podem provocar danos à tatuagem.

São geralmente alimentos que causam alergias, mas, que fique bem claro, algumas pessoas podem ser sensíveis e outras não! Dentre estes alimentos destacamos os muitos gordurosos, como carne de porco, ovos, chocolate e maionese. E ainda para algumas pessoas, alertamos sobre o camarão e outros frutos do mar. Esses alimentos, por terem um potencial alérgico, estimulam substâncias no corpo, como a histamina que causa vermelhidão e coceiras. Se isso acontecer na área tatuada, ocorrerá uma deficiência no processo de cicatrização, que pode atrapalhar na fagocitose do pigmento e na regeneração do epitélio. 


O filme plástico, por sua vez, fará o papel da camada córnea que foi praticamente destruída durante o processo da tatuagem, já que, além da camada, as glândulas da pele também foram avariadas. São as glândulas sebáceas e sudoríparas que mantêm a oleosidade, umidade e regulagem do calor da pele. Portanto, sem o plástico protegendo, a pele pode sofrer desidratação, o que levará a pequenas fissuras, rachaduras como a de lábio no inverno, onde facilmente servirão de abrigo às bactérias, causando microinfecções e levando a danos no trabalho. O tempo para essas glândulas se recomporem é de cinco dias, em média. O plástico também evita que a pele cole na roupa e que a tatuagem seja esfolada.

A tatuagem nunca foi e nem será um simples desenho na pele. Após ser feita ela passa a ser parte de seu corpo, sofre processos dinâmicos e biológicos, passa a ter vida e necessitará de todos os seus cuidados. Portanto, guarde muito bem essas informações, sendo você um tatuador ou um tatuado. O sucesso de nosso trabalho depende de nossa educação e conhecimento.



Mais informação sobre sua cicatrização nos textos:
BANDAGEM: Garantindo a Beleza da Tattoohttp://oblogdozen.blogspot.com.br/2007/12/biologia-da-tatuagem.html

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Tatuar com Fé - Parte 3 - Espiritismo

Tatuar com fé é uma série de textos onde diversos líderes religiosos, das mais variadas crenças, abordam o ato de se aplicar tinta sob a pele. Um bom trabalho de pesquisa dos autores citados. Tenho certeza que esses textos irão tirar algumas dúvidas ou, ao menos, matar curiosidades. Vale a pena dar uma lida neles. Ah! Lembrando que os nove textos trazem nove pensadores, por isso, você que admira, tem ou pensa em ter a sua tattoo, deixe a preguiça de lado e pratique um pouco o ato da leitura...
Abraços...
Zen.

TATUAR com FÉ

Texto: Adriana Bernardino
Fotos: Tatiana Ribeiro
Matéria publicada na revista Tatuagem Arte e Comportamento,
Ano II, nº 22, página 26

ESPIRITISMO

Divaldo Pereira Franco
médium, orador e educador.
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A tatuagem é uma forma de expressão corporal e emocional que merece todo o respeito”
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“O Espiritismo não se detém em análise a respeito de questões como essa que me é apresentada. Não obstante, considerando-se os postulados da Doutrina, pessoalmente considero a tatuagem como uma forma de expressão corporal e emocional que merece todo o respeito, embora nunca tenha me submetido a esse comportamento. O indivíduo é livre para tomar as posturas mais compatíveis com seu temperamento e com as manifestações comportamentais dos diversos períodos da humanidade. E a tatuagem, face a autoridade que a assinala, vez que outra retorna a sociedade atraindo um grande número de adeptos, que lhe aderem aos impositivos, buscando de alguma forma a auto-realização.
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O períspirito imprime nos seus tecidos sutis as ações morais do indivíduo. Se, no processo da tatuagem, o mesmo a realiza em razão de algum transtorno masoquista, ou por fuga psicológica da realidade, ou ainda em razão da ação fantasiosa de substâncias alucinóginas, buscando a auto-realização através de agressão a aparência, à forma física, com a qual não simpatiza ou mesmo detesta, essa conduta irá imprimir sinais perturbadores no seu psiquismo, não constituindo, de maneira alguma, ataque à constituição em que se expressa.
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Trata-se portanto, de uma questão de foro íntimo, cujas conseqüências diferem de uma para outra pessoa, não podendo generaliza-las”.


Confira também a opinião de líderes de outras religiões:


quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Tatuar com Fé - Parte 4 - Hare Krishna

Tatuar com fé é uma série de textos onde diversos líderes religiosos, das mais variadas crenças, abordam o ato de se aplicar tinta sob a pele. Um bom trabalho de pesquisa dos autores citados. Tenho certeza que esses textos irão tirar algumas dúvidas ou, ao menos, matar curiosidades. Vale a pena dar uma lida neles. Ah! Lembrando que os nove textos trazem nove pensadores, por isso, você que admira, tem ou pensa em ter a sua tattoo, deixe a preguiça de lado e pratique um pouco o ato da leitura...
Abraços...
Zen.

TATUAR com FÉ
Texto: Adriana Bernardino
Fotos: Tatiana Ribeiro
Matéria publicada na revista Tatuagem Arte e Comportamento,
Ano II, nº 22, página 26

HARE KRISHNA

S. S. Chandramukha Swami
um dos principais líderes do movimento Hare Krishna no Brasil


“É uma questão do quê e do porquê tatuar”

“A tatuagem era utilizada pelos sacerdotes,q eu colocavam símbolos no corpo com a função de protege-lo. Há símbolos “yantras”, com muita força espiritual. Numa linguagem africana, seria algo como fechar o corpo. Certamente, existem influências externas e temos que fazer algum tipo de arranjo pra não recebe-las. Os devotos de Krishna usam marcas na testa em alguns pontos energéticos do corpo, que são os chakras. Passamos um barro sagrado da Índia e recitamos algum mantras, que tem a função de proteger o corpo.

A tatuagem, originalmente, tem essa mesma função. Não é para decorar o corpo nem está ligada ad aspecto da vaidade. O ‘abc’ da nossa filosofia é que não somos esse corpo, ele é apenas um veículo que vamos utilizar por um tempo bastante limitado, a alma é eterna. Temos que cuidar desse veículo, mante-lo saudável, apresentável. Mas não podemos esquecer de alimentar o motorista, que seríamos nós. Se esquecemos, não ficamos felizes. Temos que pensar na alma.

Hoje, parece que foi pego o aspecto mais superficial da tatuagem: do visual, da beleza. Se as pessoas gostam, se identificam e querem usar, Krishna não tem nada contra. Mas um monge, uma pessoa exclusivamente ligada exclusivamente às práticas espirituais não está interessa em incrementar a sua identificação com o corpo.

Os devotos que querem tatuar colocam imagens espirituais. Eu não acho a tatuagem necessária, se me perguntam, digo que é melhor nem fazer. Mas em tudo se pode fazer um ajuste. Com a energia elétrica, gera-se o frio e o calor. Se você tatua imagens espirituais, algo que te faz lembrar coisas positivas, e os outros também olhando vão se atrair por valores legais... É uma questão do que tatuar.

Existem sacerdotes na Índia que ainda fazem tatuagem, mas eles não têm a menor idéia de modismo ou vaidade. Não são por serem belas e decorativas para o sexo oposto ou coisa desse tipo. Mas pra dar proteção e purificar o corpo.
Quando se colocam símbolos védicos e espirituais no corpo, eles vão além do corpo grosseiro e realmente atingem o corpo sutil (que é o mental, até o intelectual), que ainda não é a alma.Essas marcas que nós fazemos com barro sagrado atingem o corpo sutil e dão proteção a ele, fechando-o a qualquer tipo de influência externa indesejável. A tatuagem talvez também entre como corpo sutil”.


Confira também a opinião de líderes de outras religiões:


quarta-feira, 4 de julho de 2007

Tatuar com Fé - Parte 5 - Lakota

Tatuar com fé é uma série de textos onde diversos líderes religiosos, das mais variadas crenças, abordam o ato de se aplicar tinta sob a pele. Um bom trabalho de pesquisa dos autores citados. Tenho certeza que esses textos irão tirar algumas dúvidas ou, ao menos, matar curiosidades. Vale a pena dar uma lida neles. Ah! Lembrando que os nove textos trazem nove pensadores, por isso, você que admira, tem ou pensa em ter a sua tattoo, deixe a preguiça de lado e pratique um pouco o ato da leitura...
Abraços...
Zen.

TATUAR com FÉ
Texto: Adriana Bernardino
Fotos: Tatiana Ribeiro
Matéria publicada na revista Tatuagem Arte e Comportamento,
Ano II, nº 22, página 26
LAKOTA
Don é um dos líderes culturais da região, ensina a língua e as tradições Lakota para crianças e participa de projetos internacionais (foi ele quem ensinou a Kevin Costner e outros atores brancos a falar a língua Lakota para o filme Dança com Lobos)

“Quando uma pessoa morre, precisa apresentar suas tatuagens para uma coruja, que, então, autoriza sua entrada na Terra dos Espíritos.”
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“Uma palavra sobre a religião Lakota: não existe uma religião no sentido tradicional da palavra. Existe o modo tradicional e os valores de vida Lakota (Lakol Wikohan), que inclui valores individuais, de relacionamento com a natureza (forças da natureza, plantas, animais e minerais), com os espíritos e com as outras pessoas. Outra observação importante: ao contrário da maioria dos povos nativos das Américas, que tinham um modo tradicional de vida e hoje vivem apenas às margens ou dos restos da civilização moderna, os Lakota,a exemplo dos judeus, possuem uma forte identidade cultural moderna, preservando valores tradicionais (espirituais, linguagem, valores de relacionamentos) e, ao mesmo tempo, convivendo com televisões, automóveis e tantas informações do mundo inteiro.
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E a tatuagem (Owa = desenho) é parte dessa identidade moderna do povo Lakota, algo como de 50 anos pra cá (os Lakota foram expulsos das planícies há cerca de 150 anos. Passaram 100 anos enfraquecidos e retomaram o orgulho de sua raça neste período mais recente). Os desenhos tatuados pelo povo Lakota representam forças superiores da natureza (o Sol, o Vento, a Chuva, os Raios, os Trovões...), os animais e símbolos de força e proteção a partir de elementos que fazem parte de sua cultura, como flechas, penas, etc. Representam sempre um compromisso que dura por toda a vida e podem acontecer em duas situações: Características ou forças de que uma pessoa precisa, e tatua seus símbolos como forma de assumir um compromisso com a sua conquista. Características ou forças que uma pessoa já possui e assume, ao fazer uma tatuagem, o compromisso de mantê-las e cultiva-las por toda a vida.
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Ter uma tatuagem é, na cultura Lakota um símbolo de orgulho e da capacidade de se comprometer por toda uma vida com fortes valores espirituais. Assim, nunca é feita por valores apenas estéticos, até porque são desenhos simples e aplicados sem as técnicas elaboradas das tatuagens artísticas. Fora das reservas e ambientes Lakota,a tatuagem causa preconceitos, mas é apenas algo somado ao preconceito racial já sofrido pelos Lakota e outros índios das Américas. Não existem preconceitos contra as pessoas que não tem tatuagens dentro da reserva.
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Existe apenas uma crença sobre não ter tatuagem... Quando uma pessoa morre, antes de entrar na Terra dos Espíritos, precisa apresentar suas tatuagens para uma coruja, que, então, autoriza a sua passagem. Às vezes, quando alguém está muito doente e não tem nenhuma tatuagem, prefere, na dúvida, chamar um tatuador... é como a extrema unção nos católicos”.

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Informações transmitidas ao João Marcelo pelo amigo Don Mocassin, dos sincagu Lakota-Sioux, de Rosebud Indian Reservation, South Dakota – USA.


Confira também a opinião de líderes de outras religiões:


domingo, 10 de junho de 2007

Par ou Ímpar, por Zen


Toda pessoa que, de alguma forma, gosta de tatuagem, já ouviu a máxima: se você quiser ter tatuagem tenha, mas sempre em número ímpar, nunca par. “Dá azar!”, todos dizem. Na verdade essa já é uma crença antiga. Qualquer tatuador já foi questionado inúmeras vezes sobre isso por clientes, amigos ou parentes. Pra mim isso é história pra tatuador ganhar dinheiro, mas pra quem acredita eu confirmo. Durante muito tempo busquei aonde pude o porquê dessa lenda. Livros, revistas, internet, professores e amigos da área, enfim, todos os lugares confiáveis ou não.

A única resposta plausível que consegui obter nesses anos que trabalho com isso nos remete aos primórdio
s da história da tatuagem. Bem no começo, lá nas sociedades tribais mais primitivas e cabe aqui a lembrança de que temos indícios de tatuagem com mais de três mil anos, em múmias descobertas e hoje expostas nos maiores museus do planeta. Museus como o Louvre em Paris que tem o maior acervo egípcio do mundo, salvo as pirâmides é claro, e onde estão expostas muitas múmias tatuadas.


Nessas tribos da Antigüidade, onde a tatuagem já estava presente de maneira bem significativa, quem se tatuava o fazia sempre com cunho social ou religioso. A tatuagem tribal inclusive nasceu aí. O significado social da tatuagem indicava seu status e sua posição na tribo, ou seja, se a pessoa era pajé, guerreiro, curandeiro, enfim, sua colocação dentro da própria tribo. Porém, a tatuagem que era mais feita tinha, em sua ampla maioria, uma motivação religiosa, independente da fé daquela tribo. Acontece que tudo, em todas as religiões, é baseado em número ímpar, os chamados números cabalísticos, três, sete, treze...

Daí então veio a lenda de que tatuagem tem que se ter – invariavelmente – em número ímpar. Devido ao fato dela ter começado com significado religioso. E, como já perguntei antes neste mesmo blog, como se pode lutar contra séculos de história?


Outros Textos do Zen:

Cuidados Pós Tatuagem 
Pra Onde Caminha o Mundo
Show de Horrores: Tatuados
Tatuagem é Coisa de Vagabundo: A Origem do Preconceito
Link: http://oblogdozen.blogspot.com.br/2007/02/tatuar-com-f-parte-1.html

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Hepatite C - O barato que pode sair caro

Àqueles que querem economizar na hora de fazer uma tattoo, procurando lugares com preços mais baixos, dêem uma olhada nesta matéria sobre a gravidade de se apanhar hepatite C. Vejam que tatuar sem a devida assepsia é uma das maneiras de se contrair o vírus e pensem melhor na verdadeira “economia”... Lembrem-se: preço nunca é tudo! A tattoo profissional custa um pouco mais caro, pois tudo é importado, individual e descartável, porém ela garante não só sua saúde e segurança, como também um resultado muito melhor em todos os sentidos.
Abraços à todos...
Zen ;)
BOMBA RELÓGIO
Por André Santoro, revista Superinteressante
Edição 207 de 10 de dezembro de 2004, página 60.

A hepatite C já atinge 200 milhões de pessoas, um a cada 30 habitantes do planeta. Ela trabalha em silêncio e pode causar cirrose e até câncer no fígado.

BOMBA! Não é mais um ataque terrorista. Mas a arma é biológica e causa um estrago daqueles. Pior: ela ataca nosso organismo. E sem fazer alarde. Quietinha, quietinha, multiplica-se sem parar e come pela beirada um dos órgãos mais importante do corpo: o fígado. Essa comilança pode durar décadas e, muitas vezes, só vai ser notada depois que o banquete for servido. Sua ação é como a de uma bomba-relógio que, em geral, é descoberta apenas após explodir.

A arma é o vírus da hepatite C. Ou simplesmente HCV, na sigla em inglês. A doença que ele causa é uma das maiores e mais graves epidemias do planeta. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), são cerca de 200 milhões de pessoas infectadas pelo vírus. Isso mesmo: 200 milhões de seres humanos. Ou, se você preferir, 3% da população mundial, índice assustador para qualquer problema de saúde. Para se ter uma idéia, a Aids, doença também causada por um vírus, atinge 38 milhões de indivíduos segundo a Unaids (programa da ONU para a doença).

A preocupação com a hepatite C, porém, não pára aí: ela está se alastrando de maneira assustadora e pouca gente tem noção disso. A cada ano – também de acordo com a OMS – surgem de 3 milhões a 4 milhões de novos casos. Além disso – e talvez o mais grave -, ela raramente produz sintomas e chega a provocar cirrose e câncer.

domingo, 27 de maio de 2007

Tatuar com Fé - Parte 6 - Judaísmo

Tatuar com fé é uma série de textos onde diversos líderes religiosos, das mais variadas crenças, abordam o ato de se aplicar tinta sob a pele. Um bom trabalho de pesquisa dos autores citados. Tenho certeza que esses textos irão tirar algumas dúvidas ou, ao menos, matar curiosidades. Vale a pena dar uma lida neles. Ah! Lembrando que os nove textos trazem nove pensadores, por isso, você que admira, tem ou pensa em ter a sua tattoo, deixe a preguiça de lado e pratique um pouco o ato da leitura. .
Abraços...
Zen.

TATUAR com FÉ
Texto: Adriana Bernardino
Fotos: Tatiana Ribeiro
Matéria publicada na revista Tatuagem Arte e Comportamento,
Ano II, nº 22, página 26

JUDAÍSMO

Henry Sobel
ex-presidente do Rabinato da Congregação Israelita Paulista


“O corpo humano não é posse do indivíduo”

“A tatuagem é proibida pela lei judaica por três motivos. Porque ela foi durante muito tempo uma prática pagã. Em diversos cultos antigos, as pessoas costumavam cortar a própria carne em sinal de luto e colocavam dentro dessas incisões corantes indeléveis, criando assim tatuagens dos deuses que cultuavam. O judaísmo se opôs a todos esses rituais pagãos.

Segundo motivo: a lei judaica é contra qualquer tipo de mutilação ou autoferimento, pois não considera o corpo humano como posse do indivíduo, e sim como uma obra do Criador. Como o corpo é obra de Deus, tem que ser preservado.

E o terceiro motivo é justaposição dos dois primeiros.

Levítico (19:28) nos diz: ‘Quando chorarem a morte de alguém, não se cortem, nem façam marcas no corpo’.Agora, uma vez que na técnica da tatuagem os pigmentos são apenas injetados sem cortar a carne,e a prática não está vinculada à idolatria, alguns rabinos consideram que a proibição não se aplica mais”.


Confira também a opinião de líderes de outras religiões:


terça-feira, 6 de março de 2007

Pra onde caminha o mundo?





Pesquise! Afinal, tatuagem é para sempre. Seja ela boa ou não.
 
Não são poucas as coisas que me desanimam na sociedade atual! Mas o comportamento social global, sem dúvida alguma, me intriga e apavora. Qualquer míope com uma pequena porção de crítica consegue enxergar tudo que está acontecendo. Esse é um processo já desgastado. Há tempos nós humanos seguimos em frente em um pequeno corredor que quanto mais se segue menor fica. Por enquanto ainda conseguimos caminhar, com certa dificuldade, mas a história nos mostra que não falta muito pra termos que engatinhar se quisermos seguir adiante.

E que razões há para seguirmos? A humanidade caminha sozinha pra sua própria extinção. Mães que deixam seus filhos em latas de lixos, filhos que matam seus pais, crianças envolvidas no tráfico das ruas muitas delas já viciadas desde pequeninas, garotinhas nas ruas vendendo seus corpos porque sempre haverá quem os compre. Guerras infindas por um poder que na verdade ninguém jamais terá. Bandidos criados pelo sistema de governo e governantes que eles próprios elegeram arrastando crianças por quilômetros asfalto afora. Políticos vendendo a fome dos outros em troca de bens que jamais lhes darão a tranqüilidade de uma noite bem dormida. A eterna espera do dia em que tudo se acabe. A ganância do mundo é a peste que irá lhe tirar a vida. Em fome, sede, seca, violência, miséria, mortalidade... É nesta estrada sem volta que o homem se aventura.

Neste mundo repleto de desigualdade e cegueira, onde a cada segundo agimos como Pilatos, não é possível quem ainda ache coerência pra criticar a arte da tatuagem, bem como seus admiradores. Não se pode acreditar que alguém consiga sair diariamente de casa atropelando toda uma realidade cruel e desumana, sem enxergá-la ou ao menos sem que ela o afete por mais de alguns minutos depois seja esquecida. Sabe, fico pensando, nada nos traz mais paz do que a guerra em outro continente. Isso sim é absurdo. Não quem admira uma forma de expressão que há muito já é pura arte e a faz no próprio corpo e não em outrem.

A tatuagem nunca esteve tão em alta. Na moda. E isso não se deu sem razão. Os materiais hoje em dia possuem uma qualidade bem superior. As agulhas permitem um traço muito mais fino e preciso, as tintas aderem à pele com muito mais qualidade e sem causar nenhum dano físico ou reação, a assepsia dos materiais são muito mais eficientes, bem como a orientação dos profissionais quanto a melhor forma de se fazer uma tatuagem. Os estúdios estão cada vez melhores. Só não encontra um lugar decente pra se fazer uma tatuagem quem realmente não procura. Há muita gente boa no mercado. Não se esqueça: bons e maus profissionais atuam em quaisquer áreas. Alguns médicos passam toda a carreira salvando vidas, outros médicos amputam pernas erradas...

É bem verdade que não estamos livres de que aconteça conosco, porém há como se evitar problemas e isso não é nada difícil. Peça indicação de quem já fez sua tatuagem, peça pra conversar com o tatuador, pergunte-lhe o que quiser, veja seus trabalhos, questione seus materiais... Pesquise! Afinal, tatuagem é para sempre. Seja ela boa ou não. Quanto aos que não simpatizam com a arte por qualquer razão que seja, lembre-se que preconceito é algo que jamais gostaríamos de sentir na nossa pele.

É triste o fim que se anuncia para a humanidade. Pelo menos irônico. Ao mesmo tempo em que os homens destroem o planeta e a si mesmos das formas mais covardes que podem, a ciência encontra uma enzima denominada telomerase, uma proteína que quando é colocada na célula permite que esta passe a perpetuar a divisão celular, cuja ausência é a grande responsável pelo envelhecimento de todos. Uma vez administradas as doses desta enzima a humanidade passará a viver por um período muito maior. Porém a natureza sempre encontra uma maneira de impedir este crescimento desgovernado e estão acabando os seus recursos. A água é o petróleo do próximo século. O ar está esquentando e alterando todo o clima do planeta. Os mares estão subindo. A terra está secando. A chuva falta ou mata. O sol castiga. Irônico não? Na mesma época em que o homem consegue descobrir uma forma de viver muito mais tempo, o planeta que ele explorou incansável e irresponsavelmente passa a não ter mais recursos vitais a todos. Se isso não for uma resposta e não servir de alerta, nada mais servirá.


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Tatuagem é Coisa de Vagabundo: A Origem do Preconceito
Link: http://oblogdozen.blogspot.com.br/2007/02/tatuar-com-f-parte-1.html

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Tatuar com Fé - Parte 7 - Catolicismo

Tatuar com fé é uma série de textos onde diversos líderes religiosos, das mais variadas crenças, abordam o ato de se aplicar tinta sob a pele. Um bom trabalho de pesquisa dos autores citados. Tenho certeza que esses textos irão tirar algumas dúvidas ou, ao menos, matar curiosidades. Vale a pena dar uma lida neles. Ah! Lembrando que os nove textos trazem nove pensadores, por isso, você que admira, tem ou pensa em ter a sua tattoo, deixe a preguiça de lado e pratique um pouco o ato da leitura. Abraços... Zen..

TATUAR com FÉ
Texto: Adriana Bernardino
Fotos: Tatiana Ribeiro
Matéria publicada na revista Tatuagem Arte e Comportamento,
Ano II, nº 22, página 26


CATOLICISMO



Padre Eduardo Coelho
coordenador do Vicariato da Comunicação da Diocese de São Paulo


“Em si, ela não tem condenação alguma, se não estiver ligada a nenhuma outra coisa condenável”

.“A Igreja Católica não tem um posicionamento especial, uma condenação da tatuagem. Como existem alguns questionamentos sobre os efeitos físicos e metafísicos da tatuagem, se questiona se há alguma mutilação, uma alteração, uma agressão ao próprio corpo. 


Além dessa, outra questão que pode ser considerada é a função dessa tatuagem. Se ela tem uma função meramente de vaidade, é feita para isso, então você pode estar incorrendo no pecado da vaidade, não da tatuagem em si, ela seria apenas um instrumento para esse pecado; “pode”, não estou dizendo que “é”, necessariamente. Esse é um cuidado que a igreja recomendaria.

.Se a tatuagem tem uma função de comunicação, de revelação, então é necessário ver o conteúdo dessa tatuagem. Uma tatuagem, por exemplo, que louva a Satanás, certamente a igreja vai condena-la, não pela tatuagem, mas pelo sentido, pelo conteúdo dela; nesse caso, contrário a doutrina e aos ensinamentos da Igreja. 

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Em si, ela não tem condenação nenhuma, se não estiver ligada a nenhuma outra coisa condenável, como a vaidade, a heresia, a negação da fé. Então, com alguns cuidados e com equilíbrio, considerados o conteúdo e o motivo, a Igreja não condena, não tem nenhuma posição contrária”.


Confira também a opinião de líderes de outras religiões:


Tatuar com Fé - Parte 8 - Igreja Evangélica

Tatuar com fé é uma série de textos onde diversos líderes religiosos, das mais variadas crenças, abordam o ato de se aplicar tinta sob a pele. Um bom trabalho de pesquisa dos autores citados. Tenho certeza que esses textos irão tirar algumas dúvidas ou, ao menos, matar curiosidades. Vale a pena dar uma lida neles. Ah! Lembrando que os nove textos trazem nove pensadores, por isso, você que admira, tem ou pensa em ter a sua tattoo, deixe a preguiça de lado e pratique um pouco o ato da leitura.
Abraços... Zen.

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TATUAR com FÉ
Texto: Adriana Bernardino
Fotos: Tatiana Ribeiro
Matéria publicada na revista Tatuagem Arte e Comportamento,
Ano II, nº 22, página 26


EVANGÉLICA
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Ariovaldo Ramos
presidente da Associação Evangélica Brasileria
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“A reprovação está fundamentada no que o Evangelho chama, formalmente, de ceder ao mundo”
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“O mundo evangélico tem uma dimensão muito grande. Há igrejas onde a tatuagem e o piercing são totalmente vetados e ponto final, nem um brinco se pode usar. Essa proibição está fundamentada na reprovação a vaidade, na verdade ao que o Evangelho chama, formalmente de ‘cede’ ao mundo (à moda, à forma de pensar da sociedade vigente), ou seja, inserir num sistema que a igreja entende que é contra Deus e, portanto, contra o ser humano.


Em compensação, as igrejas mais urbanas, mais modernas, inseridas na sociedade tecnológica são totalmente abertas. Geralmente, os jovens cristãos são muito discretos; quando usam piercing ou tatuagens são muito mais discretos dos que costumam usar esse tipo de adereço. Quando se vê um cristão com muitas tatuagens, provavelmente ele as fez antes de se converter. E, geralmente, são muito bem aceitos. 

A visão do evangélico é de que, quando a pessoa se converte, ela tem que ser aceita do jeito que ela vem, sem nenhuma restrição às marcas que a vida, de alguma maneira, tenha lhe deixado. A questão é para os que, sendo evangélicos, decidem fazer piercing ou tatuagem. Aí, vai depender muito da igreja”.


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